O Guarda-redes do Instituto D. João V ainda não se estreou em jogos oficiais mas já tem o registo de ter sido o primeiro guarda-redes português a apontar um golo.

asousa_selecaoO guarda-redes, André Sousa, até pode estar a dar os primeiros passos como jogador da Selecção Nacional de Futsal – soma oito jogos –, mas aos 24 anos já se pode orgulhar de ter entrado para a história da Equipa das Quinas. Na verdade, o jogador do Instituto D. João V tornou-se no primeiro guardião a apontar um golo com a Camisola das Quinas.

O jogo de preparação com a Roménia, disputado a 20 de Dezembro de 2010, na City Arena de Tirgu-Mures, caminhava para o seu final, quando André Sousa assumiu um protagonismo inesperado. “Estávamos a ganhar por 5-2 e a Roménia tentava o tudo por tudo, apostando no cinco-contra-quatro para nos surpreender e voltar à discussão do resultado. Depois de um remate que defendi, peguei bem na bola e tive a felicidade de ver o meu remate encaminhar-se para a baliza. Foi um bom momento que recordo com grande alegria, tanto mais que – depois dos Jogos da Lusofonia, em que a convocatória incidiu sobre jogadores menos utilizados – essa partida na Roménia foi o primeiro jogo que realizei pela Selecção Nacional de Futsal”, lembra.

Apesar de orgulhoso com o feito, o guarda-redes luso não esquece a sua principal missão durante as partidas. “Estou em campo para defender, para não deixar que a equipa sofra golos. Para marcar estão lá outros”, graceja, adiantando: “Obviamente que se conseguir juntar o útil ao agradável, ou seja manter a baliza inviolada e ainda conseguir fazer um golo, tanto melhor”.

André Sousa tem sido chamado frequentemente para os trabalhos da nossa Selecção, tendo mesmo estado no último Campeonato da Europa e no prestigiado Grand Prix de Futsal, no Brasil, No entanto, o “keeper” do Instituto não chegou a realizar qualquer jogo nessas importantes competições, algo que não o desanima. “O mais difícil para um jogador nem é tanto chegar à Selecção, é sobretudo manter-se neste grupo de elite. A verdade é que tenho tido essa felicidade, mas também tenho trabalhado para isso e esse meu esforço está a ser reconhecido pela equipa técnica. Fico, agora, à espera da estreia em jogos oficiais e, se surgir essa oportunidade já nos jogos de apuramento, espero poder agarrá-la com as duas mãos”, vinca.

O internacional luso mostra-se satisfeito com o percurso gradual que tem feito na Equipa das Quinas e diz-se perfeitamente integrado no grupo de trabalho. “A forma como entrei na Selecção Nacional foi bastante interessante e os Jogos da Lusofonia foram fundamentais nesse período inicial de adaptação, uma vez que me permitiu estrear juntamente com um grupo de jogadores que estavam nas minhas circunstâncias, ou seja, sem experiência de Selecção. Agora, com o grupo “habitual” de seleccionados – por assim dizer –, tenho tido uma óptima integração, aproveitando precisamente o facto de já estar familiarizado com os ritmos e exigência de trabalho”, explica.

As vantagens de estar na Selecção são, para André Sousa, uma evidência. “O facto de estar a treinar com os melhores faz com que ganhe experiência e cresça como jogador, até porque temos de dar sempre tudo o que temos em cada sessão de treino. Além disso, tenho aqui um nível e volume diário de trabalho que não tenho no clube, onde treino quatro vezes por semana. Por isso, aproveito os estágios na Selecção para ser melhor e evoluir”, sublinha.

André Sousa começou a sua vida desportiva no Futebol de 11, na Académica de Coimbra, onde esteve entre os 11 e os 15 anos. “Como era baixo e as minhas características não se adequavam muito bem ao Futebol, decidi enveredar pelo Futsal e a verdade é que me adaptei muito bem e fiquei, até porque a interacção de um guarda-redes num jogo de Futsal é muito maior”. Nas camadas jovens esteve na Académica e, depois no Santa Clara [Coimbra], regressando à Briosa para cumprir as duas primeiras épocas de sénior. Desde há quatro temporadas está no Instituto D. João V.

O guardião nacional pode orgulhar-se de ter estado na Selecção Universitária que conquistou para Portugal o título de Campeão do Mundo, em 2008, na Eslovénia, numa selecção liderada por Orlando Duarte e da qual também faziam parte a actual equipa técnica nacional, composta por Jorge Braz e José Luís.

Fonte e foto: www.scn.pt