RSerrador CV

Eleito treinador de futsal do ano na Gala da AF Leiria, Rogério Serrador, treinador e director-técnico do Casal Velho, não esconde o orgulho pela distinção, especialmente por ter sido uma escolha dos colegas de “profissão” e numa época em que nada ganhou em termos individuais.

Região de Cister (RC) > O que sentiu ao receber o prémio de treinador do ano, quando não conquistou títulos em 2010/11?

Rogério Serrador (RS) > O trabalho de um treinador tem de ser avaliado em relação à quantidade e qualidade, nunca esquecendo os resultados e sabendo que quem tem os melhores jogadores e os melhores plantéis tem, sempre, 80% de hipóteses de ganhar e de conquistar títulos. É verdade que não ganhámos nada na época passada, mas conseguimos a melhor classificação de sempre na Divisão de Honra, fomos finalistas da Taça pelo terceiro ano consecutivo, mas quanto a mim o prémio foi um reflexo da qualidade de jogo apresentada pela equipa. A falsa humildade é vaidade e, por isso, assume um sentimento especial ganhar o prémio nestas condições.

RC > O Casal Velho é uma referência do futsal distrital. Quando o projecto começou, há seis anos, perspectivava-se este sucesso?

RS > Quando fui convidado pelo Rui Ribeiro [ex-técnico do clube], não acreditava na obtenção de tantos títulos, mas ele sempre me deu a entender que era possível crescer muito. Senti nele e no presidente João Camacho uma grande ambição, que ainda existe. Temos dado passos seguros, mas não julgava possível que, passados seis anos, tivéssemos sido considerados o melhor clube de formação no distrito, representando uma aldeia com pouco mais de 200 pessoas. A nível sénior já ganhámos uma Taça e uma Supertaça e perspectivamos, dentro do prazo máximo de duas épocas, atingir os nacionais.

RC > A que se deve este sucesso?

RS > Estes seis aos de sucesso são possibilitados por um presidente que adora o clube, que faz tudo pelo Casal Velho, que adora a terra e que é capaz de dar toda a vida, todo o tempo em prol do projecto. É um exemplo para todos. Aquilo que ele dá à colectividade é, por ventura, a nossa maior inspiração. O trabalho que está a desenvolver vai marcar de forma categórica o associativismo no concelho de Alcobaça e acredito que, ao longo dos anos, será lembrado sempre de forma elogiosa.

RC > Que objectivos existem por alcançar?

RS > Queremos continuar a criar jogadores de qualidade na formação, queremos voltar a atingir uma prova nacional, desta vez em juniores, sem esquecer o fundamental, que é formar pessoas. Mas queremos dar o salto e para o trabalho da formação ter mais significado, a equipa sénior tem de acompanhar.

RC > Como é trabalhar com o Ruizinho?

RS > Ele tem sido importante e espero que continue a ser no futuro. É um dos atletas do distrito com um percurso mais sustentado, era líder do Amarense, que chegou à 2ª Divisão Nacional com um projecto muito semelhante ao do Casal Velho, mas é sobretudo um grande amigo meu e dos colegas. O seu desempenho na equipa técnica tem  muito a ver com o relacionamento humano que tem no balneário e, além disso, conhece muito bem o jogo. É admirado por todos, porque ele respeita todos e é, por isso, uma mais-valia.

Joaquim Paulo – Região de Cister